Papo Bíblico - Santificação parte 2.a

Graça e Paz!

        Bem-vindo à segunda parte do nosso papo bíblico com o tema "Santificação", se é a sua primeira visita ao blog que Senhor edifique sua vida grandemente pelos assuntos que estamos trabalhando por aqui, o post de hoje é continuação da parte 1 do tema citado acima que reforço, é vital para o cristão da pós modernidade e para entender onde paramos e para onde vamos sugiro que visite o post anterior e sem mais delongas vamos mergulhaaarrrrr!!!

Santificação Parte 2.a

         Deus é a santidade! Uma vez que compreendemos essa essência em Deus e o sentido literal da palavra, precisamos fazer algumas aplicações bíblicas para tornar essa ideia palpável ao nosso dia a dia, para isso, vamos recorrer à sagrada escritura que é a palavra de Deus, bússola do cristão e a santificação entre o bem e o mau.

 

Do que Deus é santo?

 1 - Pecado

Significado: Ato de ofensa

Aplicado como adjetivo bíblico para: Desobediência, rebeldia, ofensa a Deus e aos homens.

 

2 - Trevas

Significado: Ausência completa de Luz

Aplicado com adjetivo bíblico para: Ignorância; inconsciente, maldade, perdição, perdido, cego, obscuro, oculto, nas sombras, sombrio, morte.

 

A partir desses dois tópicos, podemos abordar outros sub tópicos relativos a estes que se definem pelos adjuntos bíblicos listados, vou expor alguns textos e tecer alguns comentários bíblicos que comprovam esses adjuntos e definem a santidade de Deus.

 

 

  • Deus é santo do pecado: 

Em nenhum momento da história humana e bíblica vemos Deus agir de forma ofensiva, desobediente ou rebelde. Primeiramente porque ele é soberano sobre o universo, portanto ser soberano implica em ter domínio, poder e autoridade sobre o toda a existência, isso não significa que Ele move as coisas como peças de xadrez, mas tem o poder para isso. Vamos ver isso na bíblia?

         Em João cap.18 em diante vemos Jesus sendo preso, a partir daí inicia-se mais um capítulo marcante das história, Jesus passaria por três tribunais para ser julgado no meio da madrugada, com sua sentença pré-estabelecida em dois deles, ao amanhecer no terceiro e último tribunal Jesus está perante Pilatos, representante do império romano e governante de Jerusalém por Roma, Pilatos seria o último recurso naquela época para sua absolvição e para os fariseus, o recurso para sua execução, Jesus está agora no que seria o supremo tribunal e no ver. 33 acontece uma conversa entre Jesus e Pilatos que de alguma forma ele tenta achar culpa em Cristo pelas acusações do clérigo farisaico e vendo que não havia culpa Nele o envia apenas para o açoite mas não desejando mata-lo porque sua esposa havia se perturbado em sonho por causa de Cristo e sabia que existia algo divino em Jesus, o texto não deixa explícito, mas está implícito que no coração de Pilatos havia algo que o perturbava, é possível ver sua hesitação quando fazemos uma leitura mais cuidadosa das escrituras quanto ao seu tratamento para com Jesus, a história não narra encontros anteriores entre eles, e nesse primeiro encontro Pilatos já estava abalado.

Ao ler os capítulos anteriores é possível sentir o ambiente de luto e despedida que cercava Cristo, ele mesmo já estava com uma fala saudosa e sentia sua partida; quando Jesus volta do açoite Ele já está irreconhecível, seu corpo rasgado e humilhado, ossos e talvez até órgãos à mostra, banhado em seu próprio sangue meio seco. Pilatos nessa altura já perdido e com o coração em dúvida pergunta de onde Jesus veio, Ele permaneceu calado, o silencio incomoda Pilatos, pois normalmente a essa altura, depois de tanto açoite qualquer pessoa estaria implorando por misericórdia, porém, a partir de agora vamos entender a soberania de Deus revelada nessa passagem: 


João cap. 19

10 - Disse Pilatos: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar?
11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade teria sobre mim, se do alto não fosse lhe dado...

 Um texto simples, mas revelador, Jesus afirma, e o fato de afirmar não dá margem a interpretação, Ele afirma que a autoridade de Pilatos foi concedida do alto ou seja o posicionamento de Deus para com Jesus no jardim do Getsêmani impedia que Jesus exercesse sua vontade de não se contaminar com o pecado pela cruz, mas como o exemplo que deveria ser, Ele se submeteu à missão para que veio cumprir. Jesus sendo Deus pela trindade, não pecou contra Si mesmo foi obediente até a morte por cruz. Veja! Aqui está um exemplo prático que Deus (a trindade) não peca contra Si mesmo ou contra sua palavra; para ir mais fundo nesse entendimento leia e medite em João 1:1 -5 (este texto será revelador nesse estudo mais para frente), para reforçar este entendimento leia este texto:


Jeremias 1:12 - Disse-me o Senhor: Viste bem, pois eu velo sobre a minha palavra, para a cumprir.


A morte de Jesus na cruz é o cumprimento de:

Gênesis 3:15  - E porei inimizade entre ti (serpente) e a mulher, e entre a tua descendência (pecado no coração do homem) e o seu descendente (referindo se a Eva figurando Maria que concebeu a Jesus sendo virgem), este (Jesus) lhe ferirás a cabeça e tu (satanás) lhe ferirás o calcanhar (lugar onde possivelmente foram aplicados os pregos da crucificação).

 

Observando esses textos compreendemos que Deus mesmo sendo soberano não peca contra Si mesmo, mas, e quando se trata do homem? Seria a soberania de Deus um pretexto para Ele fazer o que quer para conosco assim como faz um tirano ou um ditador? Se adotar uma postura ofensiva é pecado isso significa que Deus quando ataca o homem ele também peca?


    Se está gostando continue acompanhando esse nosso papo bíblico, até aqui já foi revelador para mim, se você tiver algum comentário ou curiosidade não deixe de expô-lo com certeza será de grande valia, continuamos no próximo post.


Fica na paz do Senhor!

Pb. Eduardo Souza



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